Mulher de Darly Alves, homem que matou Chico Mendes, é assassinada

Rio Branco (AC) -- A esposa do fazendeiro Darly Alves da Silva , 72 anos de idade, Francisca Vanderlei Martins, de 38, foi assassinada, neste domingo (16), com um tiro de espingarda na nuca enquanto dormia em uma rede na varanda da residência de Darly, na fazenda Paraná, na BR-317, a 25 quilômetros de Xapuri.

O principal suspeito é um dos filhos do fazendeiro, José Góes Neto da Silva, 18, [foto] recém-chegado do estado do Pará, onde vive com a mãe. Ele foi preso ainda na tarde do domingo, em Rio Branco, pelo delegado Mardílson Vitorino. Carregava no bolso a cápsula vazia calibre 16, supostamente utilizado para cometer o crime.
Darly Alves, que cumpre prisão domiciliar em Xapuri, foi ouvido ainda na noite de ontem por Mardílson Vitorino. Ele afirma que dormia quando ouviu um tiro e correu para a parte de fora da casa encontrando sua mulher agonizante com um tiro na região da nuca e envolta em uma poça de sangue.

Após constatar a morte de Francisca, Darly contou que foi ao quarto onde estava José Góes e não mais o encontrou. Como também não achou a espingarda que, segundo ele, pertencia ao acusado, concluiu ter sido ele o autor do disparo que matou a sua companheira, tendo se dirigido à rodovia pedir ajuda e comunicar o fato à polícia.

Darly afirmou desconhecer qualquer motivo para que o filho tirasse a vida de sua companheira, mas levantou a hipótese de o crime ter sido cometido por ciúmes. De acordo com ele, José Góes não gostava de Francisca Vanderlei por nutrir o desejo de que o pai reatasse a relação com sua mãe, Margarete, que vive no Pará.

"Eu não esperava uma covardia dessas da parte dele. Ele matou uma pessoa inocente, que nunca o ofendeu, por ciúmes. Por saber que ela gostava de mim e que eu gostava dela. Não havia nenhum motivo e eu quero que ele seja condenado pelo crime que cometeu", disse Darly antes de ser ouvido pelo delegado Mardílson Vitorino.

José Góes Neto da Silva, o suposto assassino da madrasta, está acomodado em uma das quatro celas da Delegacia Geral de Xapuri. Ele será ouvido durante esta segunda-feira (17), mas já confessou a autoria do crime. A motivação foi a mais fútil possível: "Ela não gostava de meu pai e só queria o seu dinheiro", disse.

Darly Alves disse ainda não acreditar que a tragédia ocorrida neste domingo em sua fazenda interfira no benefício de prisão domiciliar concedido pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e que deve vigorar até o dia 26 de dezembro deste ano. Ele afirma que Deus está do seu lado e que não pode mais uma vez pagar pelo o que não deve, aludindo o caso Chico Mendes.

"Deus está comigo e vai me defender. Não posso novamente pagar pelo que não devo. Já basta o caso do Chico Mendes, quando me pegaram para bode expiatório", afirmou.

Em dezembro de 1990, Darly e seu filho Darci foram condenados a 19 anos de prisão pela morte do seringueiro Chico Mendes. Os dois fugiram da prisão em Rio Branco em fevereiro de 1993. Darly só foi recapturado em junho de 1996 e Darci em novembro do mesmo ano. Darly tem outra condenação da Justiça Federal de Santarém (PA), por uso de documentos falsos num empréstimo bancário enquanto esteve foragido.

Darly cumpre pena no Acre por determinação da Justiça Federal de Santarém, Pará, onde foi condenado a dois anos e oito meses de prisão e pagamento de multa por uso de documentos falsos em um empréstimo feito no Banco da Amazônia no período em que ficou foragido, entre 1993 e 1996. O fazendeiro já esteve em prisão domiciliar por 90 dias, entre 4 de dezembro de 2007 e 4 de março deste ano.

O atual pedido de prisão domiciliar havia sido inicialmente negado pela juíza da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, Maha Kouzi Manasfi. Ela considerou que o presídio oferecia as condições necessárias ao tratamento do apenado. O advogado do fazendeiro, Heitor Andrade Macedo, impetrou recurso junto à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Seguindo o voto do relator, desembargador Feliciano Vasconcelos, os demais membros da Câmara Criminal decidiram atender ao pedido da defesa. O advogado de Darly alegou que apesar de oferecer a dieta alimentar necessária, o presídio não dispõe da estrutura ambulatorial necessária para tratar de um paciente crônico, como é o caso do réu.

POLÍCIA RODOVIÁRIA APREENDE 17 QUILOS DE COCAÍNA E MUNIÇÕES DE FUZIL

Policiais rodoviários federais apreenderam na tarde desta quinta-feira, no quilômetro 01 da BR-364, em Vilhena, no extremo Sul de Rondônia cerca de 17 quilos de pasta base de cocaína. A droga estava no fundo falso de uma Pick-up Corsa. O carro era conduzido por Alvimar Flor, 59 anos, que foi preso em flagrante.

Além da cocaína, a PRF teria apreendido 50 munições para fuzil calibre 7,62, celulares, relógios, aparelhos MP-4 e quase R$ 3 mil em espécie.

Segundo os patrulheiros que participaram da operação, Flor levantou suspeitas pelo fato de ter ficado muito nervoso ao ser abordado e caiu em várias contradições. O acusado foi apresentado à sede da Polícia Federal (PF) do município para ser autuado em flagrante.

Governo do Estado fortalece ações para erradicar trabalho infantil

O Governo do Estado por meio da Secretaria de Assistência Social (Seas) está desenvolvendo várias ações que visam fortalecer a sensibilização da sociedade para erradicar o trabalho infantil em Rondônia.

Com esse objetivo, a Seas e a Comissão Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil realizaram na manhã de ontem, um “pit stop”, na rua Carlos Gomes, eqüina com a avenida governador Jorge Teixeira.

Na oportunidade, a secretária da pasta a assistente social, Tânia Pires, técnicos da secretaria e representantes de entidades parceiras do Governo do Estado nessa causa entregaram material informativo sobre o combate ao trabalho de crianças e adolescente.

“Estamos conscientizando a população para que procurem a Secretaria de Assistência Social do seu município, quando saber que alguma criança está fora da sala de aula e trabalhando”, informou Tânia Pires.

Segundo ela, a idéia é inscrever essa criança no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – Peti -, que concede uma bolsa às famílias dos meninos e meninas que estão no mercado de trabalho, mas informal e ilegal. “Para receber o benefício, a família tem que matricular a criança”, esclareceu.

Podem ser beneficiadas pelo Peti, famílias com crianças e adolescentes de até dezesseis anos em atividades consideradas como as piores formas de trabalho infantil. Essas atividades foram regulamentadas pela Por portaria de 2001 da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Carvoarias, olarias, plantações de café e vendedor são alguns dos exemplos que estão nessa lista.


Fonte: Decom

Tribunal de Justiça de Rondônia engajado no Mutirão Nacional de Mobilização pelo Registro Civil de Nascimento

Diversas comarcas do Tribunal de Justiça de Rondônia estão mobilizadas para realizar atividades referentes ao mutirão nacional pelo registro civil de nascimento, encabeçado pelo Conselho Nacional de Justiça. O trabalho objetiva garantir que o máximo número possível de brasileiros tenha a certidão de nascimento.

Na comarca de Vilhena, por exemplo, a juíza Sandra Merenda, titular do Juizado da Infância e Juventude, determinou o envio de 1365 correspondências para familiares de crianças que não possuem o nome dos pais no registro de nascimento, semelhante ao projeto Paternidade Responsável, desenvolvido em Porto Velho. Foi realizado um trabalho de coleta nas escolas municipais e estaduais da cidade e todas as mães foram convidadas a comparecerem ao Juizado da Infância e Juventude para protocolarem ação de reconhecimento de paternidade.

A juíza Sandra Merenda atribui a falta de certidão a diversos fatores, entre eles, o desconhecimento das mães sobre o direito constitucional das crianças. "Existe uma ignorância de que a inserção do patronímico paterno é gratuito junto ao Cartório de Registro Civil. Estamos aguardando uma grande procura e vamos contar com a parceria do Ministério Público e Defensoria Pública local".

Assim como em Vilhena, muitas comarcas estão se mobilizando. De acordo com o juiz Marcus Vinícus dos Santos de Oliveira, em Porto Velho a mobilização estará sendo realizada em todos os cartórios de registro civil.

Paternidade Responsável deu certo em Porto Velho
Há cerca de um ano, o Tribunal de Justiça de Rondônia lançou o projeto "Paternidade Responsável", por meio das varas de família da comarca de Porto Velho. O projeto ganhou repercussão nacional por priorizar o reconhecimento espontâneos de paternidade e o bem estar das crianças e adolescentes que estudavam na rede pública de ensino e ainda não tinham sido reconhecidos oficialmente pelos pais biológicos por meio do registro civil.

De acordo com a coordenadora, juíza Tânia Guirro, o projeto viabilizou a aproximação dos pais biológicos com os filhos, e evitou processos judiciais. Em 2007 o projeto identificou nas escolas estaduais e municipais da capital de Rondônia 9069 alunos sem o nome do pai no registro de nascimento - sendo que 1093 foram encaminhados para triagem. Durante os seis dias de trabalhos foram realizados 1353 atendimentos e 168 reconhecimentos espontâneos de paternidade.

O projeto teve o apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Secretarias de Educação Estadual e Municipal. e foi coordenado pela titular da 1ª vara de família, juíza Tânia Guirro.


Fonte: Ascom TJ/RO

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