CARTA DE PORTO VELHO/2009 - Declaração Final do VII Seminário Internacional de Sustentabilidade.

Reunidos em Porto Velho, Rondônia, nos dias 26 e 27 de outubro de 2009, no VII Seminário Internacional de Sustentabilidade, nos reportamos aos nossos irmãos e irmãs congregados em Copenhagen, na Dinamarca, com a responsabilidade de adotar importantes e inadiáveis decisões que dizem respeito à sustentabilidade ambiental do planeta, na COP 15 – Conferência de Mudanças Climáticas, promovida pela Organização das Nações Unidas.

Certamente que as decisões a serem adotadas terão reflexos diretos sobre o futuro da humanidade, em especial sobre a Amazônia e seus povos indígenas, afro descendentes, comunidades ribeirinhas, produtores do campo e habitantes da floresta em geral, investidores da indústria, do comércio e de serviços, trabalhadores e trabalhadoras das cidades e todos os segmentos da região que lutam por justiça social, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

Por esta razão, comparecemos a este encontro com o objetivo de compartilhar experiências sobre modelos de gestão ambiental, elaboração de projetos ambientalmente sustentáveis, execução de obras com respeito ao meio ambiente e à comunidade em seu entorno, adoção de políticas públicas que promovam a consciência ecológica e a responsabilidade social; trocar informações sobre a conjuntura social, econômica e política da região, buscar pontos de identidade entre os movimentos sociais e os investimentos públicos e privados na Amazônia, para a elaboração de agendas comuns de mobilização e de projetos alternativos aos modelos de desenvolvimento capitalistas que, historicamente, impactaram negativamente o meio ambiente e as comunidades da região.

Das palestras, debates, exposições e discussões, emergiram fortes sinais de esperança que, seguramente, dependerão do acerto das decisões a serem adotadas na COP 15, e do conseqüente comprometimento das nações nela representadas, com a adoção das medidas recomendadas, de forma prioritária e inadiável.

Desta forma, elencamos a seguir, a título de contribuição, os pontos convergentes do VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE SUSTENTABILIDADE, com base nas experiências de mobilização e organização popular, do envolvimento das comunidades em políticas públicas inovadoras promovidas por governos comprometidos com os interesses regionais, de novas formas de aproveitamento das potencialidades locais, de organização dos espaços, de modelos de desenvolvimento, e de promoção da economia e das comunidades locais:

1º - Pleitear ante o Governo Federal, a alocação de recursos provenientes da exploração dos megacampos de petróleo encontrados na camada pré-sal do litoral brasileiro, para o financiamento de projetos de preservação florestal e desenvolvimento sustentável na Amazônia;

2º - Intensificar os esforços públicos e privados para a redução dos gases de efeito estufa, em duas frentes principais:
A - Com a substituição das fontes de energia poluentes, como as usinas termelétricas, e a implantação de uma matriz energética limpa e sustentável, como as usinas do madeira;
B - Com a diminuição do desmatamento para expansão agropecuária e a extração de madeira sem manejo e sustentabilidade, tendo em vista o conjunto de externalidades negativas geradas pelo modelo atual.

3º - Mobilizar a classe política nacional para uma revisão geral da legislação ambiental brasileira, levando em conta as peculiaridades regionais, visando à correção de distorções; e para a formulação de um modelo legislativo que contemple a aprovação de leis que respeitem a dimensão continental do país, observando a singularidade histórica, geográfica e cultural de cada uma de suas regiões;

4º - Defender a adoção de um Código Florestal exclusivo para a Amazônia, que leve em conta as características e peculiaridades da região;

5º - Adotar a Educação Ambiental como disciplina obrigatória desde o ensino fundamental até os cursos de pós- graduação, despertando no estudante a consciência de sua responsabilidade social e ambiental planetária; e criando as bases de um esforço coletivo para desenvolver, nutrir e melhorar os modelos sustentáveis de desenvolvimento econômico, social e cultural;

6º - Fomentar o turismo regional, com destaque para o ecoturismo, o turismo de aventura e o turismo de negócios, através da capacitação profissional, financiamento de projetos e construção de portos, aeroportos e toda a infra estrurura que dêem suporte ao crescente fluxo de turistas interessados em conhecer a Amazônia;

7º - Incluir o enfoque agro ecológico em todas as políticas públicas regionais, especialmente as voltadas para o crédito agrícola e extensão rural destinados à agricultura familiar; e a ampliação de iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar;

8º - Ratificar, apoiar e referendar as conclusões da Carta do Litoral Norte de São Paulo, assinada pelos participantes do Seminário de Sustentabilidade do Pré-Sal, realizado no dia 12 de maio de 2009;

9º - Por fim, dedicar esse seminário ao início de uma mobilização de todos os setores da sociedade rondoniense, visando fazer de Porto Velho, a Capital da Sustentabilidade, da Justiça Climática e do Ecoturismo, conscientes de que a transformação deste ideal em realidade vai depender do pensamento de cada um dos seus habitantes e da adoção de pautas, normas e regras jurídicas, econômicas, administrativas e técnicas, capazes de encaminhá-las ao objetivo almejado.


Porto Velho, 27 de outubro de 2009.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
REVISTA ECOTURISMO

Rondônia sedia III Encontro de Vice-Presidentes de Tribunais de Justiça

Será a terceira vez que o Colégio Permanente de Vice-Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil se reúne para discutir importantes temas relativos à atuação da magistratura brasileira. Entre os dias 5 e 7 de novembro, em Porto Velho, as reuniões trarão à pauta do Colégio, que pretende influir positivamente na elaboração do Novo Estatuto da Magistratura, cujas propostas serão discutidas durante o encontro.

Para o presidente do Colégio Permanente de Vice-Presidentes, desembargador Bartolomeu Bueno, é de extrema importância a realização desse III Encontro em Rondônia, ainda mais porque temas polêmicos foram inseridos nas propostas já apresentadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e Associação de Magistrados do Brasil (AMB). "Nós faremos a crítica construtiva e ofereceremos sugestões para a elaboração desse importante instrumento normativo, que tem o objetivo de adequar o Poder Judiciário e a Magistratura Nacional aos comandos constitucionais da Carta Política de 1988 relativos ao tema", afirmou o presidente do Colégio.
Para o anfitrião do Encontro, desembargador Walter Waltenberg Silva Junior, vice-presidente do TJRO, o Encontro abre espaço para discussão apropriada sobre como será normatizada a atividade de magistrados em todos o país.

Programação
Na quinta-feira, 5, uma solenidade abre o evento, à noite; na sexta-feira, no Tribunal Pleno do Judiciário Estadual, as discussões se estendem por todo o dia; onde além do Novo Estatuto, será escolhida a sede próximo Encontro, em maio do próximo ano. Os vice-presidentes ainda participam de um jantar com o prefeito Roberto Sobrinho e visitam as obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Ao final do evento, já no sábado, será redigida a Carta de Porto Velho.
Assessoria de Comunicação Institucional - TJ RO

Papudiskina - 30/11/2009 - Daniel Oliveira da Paixão

Reforma administrativa
Segundo informações que obtive de fontes não oficiais, o prefeito Francesco Vialletto está enviando à Câmara Municipal a reforma administrativa do Poder Executivo. Entre as medidas, há novas mudanças em relação ao número de portariados e seus respectivos vencimentos, PCCS dos servidores do Município e de autarquias, como o SAAE, além de versar sobre temas como licença de dois anos para os servidores que, por alguma razão, desejarem deixar a administração pública para tratar de assuntos particulares. A chamada licença não remunerada é comum em vários órgãos da administração pública brasileira e tem como objetivo permitir que determinados servidores possam ausentar-se de seu trabalho por um período de até dois anos sem perder o vínculo empregatício. Isso é interessante porque permite que tais servidores possam, por exemplo, deixar o município para fazer um curso ou pós graduação, sem que tenham de tomar a decisão radical de deixar o emprego. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais aguarda com certa ansiedade a aprovação de uma reforma administrativa condizente com as suas reinvidicações que estão sendo feitas há vários anos. Durante a Campanha Eleitoral do ano passado, o então candidato do PT prometeu que não retiraria direitos adquiridos dos servidores e, na medida do possível, iria estudar medidas de melhorar ainda mais as suas condições de trabalho e de remuneração.

Horário Corrido
Em relação ao Horário Corrido, que o Poder Executivo decidiu suspender por alguns meses em caráter experimental, há informações de que ele será revogado neste final de ano ou início de 2010 e a Administração Pública Municipal se tornará padrão tanto no Executivo quanto no Legislativo. Com essa medida, tanto a Câmara Municipal quanto a Prefeitura e suas autarquias passarão a funcionar no período das 07 às 13 horas como é comum em todas as demais prefeituras de Rondônia e em 90% das prefeituras em todo o país. Desde que o fim do horário corrido foi suspenso em Cacoal a reclamação dos servidores é generalizada e muitos dizem não acreditar que a decisão iria mesmo vigorar, até porque o padre Franco, quando candidato, prometeu não mexer em direitos legítimos dos servidores. O horário corrido é legal e embasado no princípio da administração pública que determina que todos os servidores busquem um aprimoramento de seus conhecimentos para poder atender melhor a comunidade. O horário corrido é mais justo porque permite, por exemplo, que funcionários públicos possam cursar uma faculdade ou cursos de pós graduação, mestrado, doutorado, etc. Trabalhando de forma ininterrupta por seis horas eles podem dar conta de suas atribuições e ainda melhorar o seu caudal de conhecimento. Membros do atual governo municipal, que pediram para não revelar seus nomes, me disseram esta semana que estão conversando com o prefeito para que ele promova o mais brevemente possível um decreto que determine a volta do status quo anterior, ou seja, a retomada do horário corrido. Dizem, inclusive, que desde que o horário duplo voltou a funcionar, o custo operacional da prefeitura aumentou em 40%. Portanto, a volta do horário corrido é bastante justificável e atende inclusive ao princípio da economicidade e isonomia entre os poderes. Muitos vereadores vinham se sentindo incomodados com o fato da prefeitura ter decretado, ainda que transitoriamente, o fim do horário corrido. Segundo me informou um dos vereadores, não há como justificar essa medida de carga horária dupla em um município pequeno como o nosso. Só se justifica o horário duplo em grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia, Belem, Manaus e outras grandes capitais do país. Mesmo assim, em várias capitais o horário corrido já está estabelecido. O retorno do horário corrido é aguardado pelos servidores como o restabelecimento de um princípio mais justo e ético, até porque, ao votarem no padre Franco, eles tinham plena convicção de que a carga horária não sofreria mudanças. O fim do horário corrido, portanto, causou desconforto e muita contrariedade. Papudiskina fez uma entrevista com vários servidores públicos e todos os entrevistados, sem exceção, disseram que estão certos de que o prefeito vai reimplantar o horário corrido. Disseram que ele atendeu alguns setores mais conservadores e arcaicos do PT, mas apenas por um pequeno período, para provar que tal medida não faz sentido. Além do mais, não passa pela cabeça de nenhum servidor que o prefeito deixará de honrar o seu compromisso de respeitar o status padrão de funcionamento do serviço público. "Medida radical, como o fim do horário corrido, atende apenas aos interesses de uma pequena minoria ultra-direitista reacionária que acha que igualar carga horária do serviço público com a carga horária da iniciativa privada significaria promover a justiça. Mas esses radicais devem entender que a iniciativa pública deve zelar apenas pelos interesses públicos e não de grupos e um dos pilares da administração pública prega que o servidor deve se preparar cada vez mais para poder oferecer serviços e atendimento de melhor qualidade ao público. Permitir o horário corrido dá aos servidores condições de um preparo melhor, principalmente no caso de municípios como o nosso onde muitos servidores estudam em outros municípios, já que em nossa cidade, apesar do bom número de faculdades, ainda somos carentes de alguns cursos que estão disponíveis apenas em Ji-Paraná ou Vilhena, por exemplo.

Prefeitura Nova
Fui informado por gente do alto escalão da administração municipal que no início de janeiro finalmente o novo prédio da prefeitura será inaugurado e os departamentos a maioria dos principais departamentos e secretarias municipais passaram a funcionar nesse novo prédio situado na esquina da Av. Guaporé com a Rua dos Pioneiros. Ufa, finalmente. A população já não aguenta ver em nossa cidade tantas obras nas quais foram gastos fortunas e que continuam paradas, tais quais elefantes brancos. Aliás, por falar em elefante branco, também estamos ansiosos para ver em funcionamento os dois Hospitais em construção no Município, um dos quais, o HR, já consumiu aproximadamente 50 milhões de reais e até hoje não funciona, apesar de ter servido como trampolim para muitos políticos que se elegeram graças às suas promessas de que sendo eles eleitos, a situação se resolveria o mais brevemente possível.

Posse de Acir Gurgacz no Senado será na terça-feira

A posse do senador Acir Gurgacz no Senado Federal será na terça-feira. A assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi acatada assim que ele recebeu o comunicado, fia fax. O STF determinou o afastamento imediato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO). Ele foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho, por compra de votos, mas permanecia no cargo até agora.

“Decisão do Supremo é para ser cumprida, de forma que a Constituição entregou ao Supremo a sua guarda, de maneira que nós temos que respeitar qualquer decisão que eles tomarem, embora a gente possa lamentar, seja dolorosa, a gente tem que cumprir”, disse Sarney antes de encaminha sua decisão para publicação.

A publicação deve acontecer hoje e Expedito estará automaticamente fora do cargo. De acordo com a decisão do Supremo, Gurgacz deverá assumir a função, pois suplentes de Expedito também foram cassados pelo TSE. A posse de Acir Gurgacz (PDT-RO), deverá ocorrer na próxima terça-feira. Ontem, a assessoria jurídica do senador entregou as documentações necessárias para a posse. Acir cumprirá mandato até 2015.

Ao assumir a vaga, Acir disse que pretende se juntar aos demais senadores de Rondônia para discutir as prioridades do Estado e se alinhar na luta pelos interesse do povo rondoniense. “Esse mandato me foi outorgado por 210.351 rondonienses e será para eles que vou trabalhar”, disse Acir.

O senador disse que Rondônia pode dar um salto de qualidade e fortalecer ainda mais sua economia se contar com a união da bancada federal. “Isso foi demonstrado agora na votação da PEC e vejo que isso é so o primeiro passo para um alinhamento dos políticos de bem em favor dos interesses de nosso Estado”, frisou.

Acir Gurgacz foi diplomado senador pelo TRE-RO em 23 de maio de 2007, após a primeira cassação de Expedito pelo tribunal eleitoral, por compra de votos. O esquema de compra de votos foi montado por Expedito na empresa Rocha Vigilância, de seu irmão, e serviu para beneficiar um grupo de mais quatro candidatos, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, ratificadas pelo TRE-RO, TSE e STF.

Sarney manda publicar decisão do STF e confirma cassação de Expedito Junior

A assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou nesta quinta-feira (29) que já foi enviado para a publicação a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o afastamento imediato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO). Ele foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho, mas permanecia no cargo até agora.

A publicação deve acontecer nesta sexta-feira (30) e Expedito estará automaticamente fora do cargo. O segundo colocado na eleição, Acir Gurgacz (PDT), deverá tomar posse na próxima terça-feira (3). De acordo com a decisão do Supremo, Gurgacz deverá assumir a função, pois suplentes de Expedito também foram cassados pelo TSE. Ele cumprirá mandato até 2015.

Sarney chegou a anunciar que debateria o tema na Mesa Diretora, mas como o ofício do STF ainda não tinha chegado isso acabou não ocorrendo. Nesta tarde, o presidente do Senado decidiu não protelar mais o afastamento em virtude do ultimato do tribunal.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a cassação ainda em junho, mas o senador continua no cargo até agora. O segundo colocado na eleição, Acir Gurgacz (PDT) entrou no STF pedindo o afastamento imediato de Expedito e o tribunal tomou esta decisão nessa quarta-feira (28).

De acordo com a acusação, acatada pelos ministros do TSE, funcionários de uma empresa de propriedade do irmão do senador cassado, Irineu Gonçalves Ferreira, foram orientados a votarem na coligação de Expedito e a conquistarem votos de amigos e familiares em troca do pagamento de R$ 100.

Segundo o processo, os valores foram depositados no dia 29 de setembro de 2006 nas contas correntes dos funcionários, cerca de 48 horas antes das eleições.

Outro lado
Em nota divulgada à imprensa, Expedito Júnior informa que respeita a decisão judicial do STF, mas diz entender que "não lhe foi dado direito a ampla defesa, conforme previsto na Constituição Federal, uma vez que ainda não transitou em julgado decisão do TSE sobre seu processo de cassação". O parlamentar destaca ainda que aguardará orientação dos advogados para tomar alguma decisão.

"Espero ter um tratamento isonômico como foi dado pelo STF ao senador João Capiberibe, que pôde recorrer ao próprio Supremo quando da cassação de seu mandato. No caso dele, houve o trânsito em julgado no STF e só depois saiu do Senado", disse o senador. Ele citou ainda que, em 2006, foi eleito com 260 mil votos, diferença superior a 60 mil votos em relação ao segundo colocado.

 
Clarim da Amazônia